Há uma certa beleza no caos. É apenas uma questão de perspectiva. É como um emaranhado de fios prontos para serem separados.Como um enigma a ser solucionado,um desafio. É o som das buzinas preenchendo a noite da cidade e os rostos sem nome correndo na calçada. É o pensamento da menina perdida e o que vive dentro do menino inseguro. O caos é o momento onde a incerteza e o concreto se cruzam, é onde dois corações não batem com a mesma intensidade, onde o problema chega sem ser convidado e o controlável sai do controle.

O caos é quando as possibilidades se colidem. É quando tudo o que parecia perfeito desaba. É o som das almas perdidas e apaixonadas. É onde moram as lágrimas e os arrependimentos. É o inesperado, o surpreendente,o imprevisível.O caos é o conjunto de consequências. É o desequilíbrio pronto para te derrubar. É onde os destinos se cruzam e os imprevistos dão as mãos.Onde os universos distintos se fundem e cada peça do quebra-cabeça se separa.

O caos mora ao lado da ordem e na frente da discórdia. É o momento necessário para que o universo entre nos eixos e atinja a perfeição.O caos é como a nossa mente: barulhenta e desordenada,mas perfeita,um perfeito caos.


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