Oi, pessoal. Se você acessou o blog hoje, percebeu uma novidade nas nossas publicações. Pois é, estamos lançando agora críticas de filmes. 😁 O escolhido para iniciar essa empreitada foi a nova animação da Disney, “Moana – Um Mar de Aventuras”.

E já que estamos nesse clima, vamos aproveitar e responder a TAG “Com que filme eu vou”, assim, além de conhecer um pouco do meu gosto para cinema, vocês terão onze filmes para adicionar a lista dos que precisa assistir, se ainda não tiver assistido.

A TAG foi criada pelo crítico e diretor de cinema Tiago Belotti, dono do canal no Youtube sobre filmes, séries e cultura Meus 2 Centavos.

Sem mais delongas, vamos lá!

1º - Para assistir sozinho: Ninfomaníaca


Normalmente, eu sempre assisto filmes sozinho, então poderia citar qualquer um da minha lista, sendo assim. Mas escolhi “Ninfomaníaca” (2013), de Lars von Trier, por razões óbvias.

O filme recebeu classificação indicativa de 18 anos no Brasil devido a suas cenas de sexo explícito. Foi dividido em duas partes, que juntas totalizam quatro horas (isso na versão censurada). Os assuntos de que ele trata são sujos e cruéis.

Para realmente entender e apreciar a obra é necessária uma dedicação imensa. Por isso não consigo imaginar uma galera se reunindo para acompanhar esse drama. Então, se você for assistir Ninfomaníaca, por favor, não convide o amiguinho. #FicaADica

2º - Para assistir quando está chovendo: Os Goonies


Ufa, essa primeira categoria foi pesada, não é mesmo? Mas vamos melhorar as coisas. Quem disse que chuva combina com filme depressivo? Se o céu está escuro e nebuloso lá fora, a última coisa que eu quero para minha sessão de pipoca é uma história triste.

Por isso, só “Os Goonies” (1984), de Richard Donner, para me animar preso dentro de casa. Além da nostalgia das mesmas chuvas na infância, quando a única opção era se recolher na frente da TV, com certeza o espirito aventureiro e imaginativo dos jovens pode render uma viagem magnífica, sem sair do sofá ou sem precisar se molhar na rua.

3º - Para te fazer dormir: Esquadrão Suicida


Esse daqui eu só recomendo para pessoas com problemas de insônia, porque “Esquadrão Suicida” (2016), de David Ayer, tem uma edição tão cafona, jogando na tela várias imagens coloridas e luz neon que só embaralha a percepção do espectador. O resultado é um sono infeliz.

Mas não se preocupe por perder a história - realmente não vale a pena. Eu fui forte e resisti a tentação, mas na metade já estava arrependido. Era melhor ter dormido...

4º - Para assistir bêbado: The Rocky Horror Picture Show


Essa deve ser uma experiência maravilhosa...

A sensação de entusiasmo que eu sinto ao assistir “The Rocky Horror Picture Show” (1975), de Jim Sharman, deve aumentar ao extremo com algumas doses de Margarita ou Tequila. O musical é uma mistura envolvente de sensualidade, piadas de duplo sentido e cenários alucinantes, que pedem um descompromisso com a realidade. E que melhor forma do que embriagado, portanto? Se sóbrio eu me contenho para não sair dançando com Time Warp, então bêbado eu devo extravasar! Prometo que um dia vou tentar.



5º - Para assistir quanto está fazendo outra coisa: Samsara


“Samsara” (2011), de Ron Fricke, é um documentário belíssimo (o mais modesto dos adjetivos), filmado durante cinco anos em 25 países, incluindo o Brasil. Cada cena se parece com um quadro, que detalhadamente vai ganhando vida. A câmera viaja ao redor do planeta, fotografando maravilhas de nosso mundo, desde o mundano ao divino.

O filme não precisa de diálogos. Toda a sua linguagem é transmitida por imagens - o suprassumo da arte cinematográfica -, e elas começam a fazer parte da rotina depois que você assiste pela primeira vez. Então é fácil passar na frente da TV, apreciar aquele frame em especifico que estiver passando, e voltar tranquilamente para outras tarefas. É isso que eu faço toda vez que preciso lavar a louça: ponho em uma cena qualquer e deixo rolando. Qualquer atividade se transforma em mágica embalada com a visão de “Samsara”.


6º - Para ser assistido em sequência: O Resgate do Soldado Ryan & Além da Linha Vermelha


Ambos os filmes retratam fatos da Segunda Guerra Mundial, mas cada um de maneira completamente diferente do outro. Enquanto “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), de Steven Spielberg, demonstra uma intensidade violenta e visceral para retratar os horrores desse período, “Além da Linha Vermelha” (1998), de Terrence Malick, aborda a loucura dos soldados de uma perspectiva puramente teórica. Não podiam ser mais distintos.

No primeiro, você termina de assistir inteiramente abalado, com toda a brutalidade jogada na tela; e no segundo você permanece pensativo sobre as questões que o filme levanta.

É interessante ver como dois diretores renomados trabalham o sofrimento de maneiras incrivelmente opostas. Spielberg conta sua história com bastante dramaticidade, apelando para o sentimentalismo em alguns momentos; já Malick prefere uma abordagem filosófica, usando cada elemento do cenário para transmitir sua mensagem. Engraçado os dois terem sido lançados no mesmo ano! 😝

7º - Para assistir com a mulher/namorada: Lisbela e o Prisioneiro


Nessa categoria, tudo depende do gosto do casal. Mas para não ter erro, vou recomendar um filme romântico. "Lisbela e o Prisioneiro" (2003), de Guel Arraes, é um filme singelo, que pode tanto render várias risadas como também acalentar o coração dos pombinhos.

Adaptação da peça de Osman Lins, essa divertida comédia só se fortalece pelo seu cenário, algo que o diretor chamou de "nordeste pop". São várias sacadas muito inteligentes que entretêm o público de todas todas as idades.

8º - Para assistir com os amigos: Os Incompreendidos


Não existe ser humano que não se relacione com “Os Incompreendidos” (1959), de François Truffaut. Esse é o filme definitivo sobre a infância, e assistir entre amigos deve render boas histórias sobre a preciosa época da escola. Só por isso, já é um programa divertido.

Sem contar que a película foi primordial para o avanço da nouvelle vague na França, e quebrou diversos padrões.

Se os seus amigos gostarem tanto assim da aventura do pequeno Antoine Doinel, saiba que a história continua com mais quatro filmes, seguindo o garoto crescer e experimentar o amor.


9º - Para assistir com a sua mãe: A Viagem de Chihiro


A tímida e nervosa Chihiro está de mudança com seus pais. A caminho da nova casa, o pai decide pegar um atalho e atravessa um túnel esquisito. Do outro lado, descobrem o que parece ser uma cidade abandonada. Eles se deparam com uma mesa repleta de comida. Chihiro sente o perigo, mas seus pais começam a comer. Quando anoitece, eles se transformam em porcos. Agora, apenas Chihiro pode salvá-los.

“A Viagem de Chihiro” (2001), de Hayao Miyazaki, de certa maneira, é a versão de Miyazaki para “Alice no País das Maravilhas”: quando anoitece na cidade abandonada, espíritos e criaturas vagueiam por este mundo de regras incompreensíveis e lógica impenetrável.

A aventura de Chihiro tentando salvar os pais é linda, e no caminho, a garota repensa também a importância da nova casa que vai construir com a sua família, porque, embora estivesse chateada com a mudança, percebe que casa é onde seus pais estiverem.

10º - Para assistir com o seu pai: Rio Vermelho


“Rio Vermelho” (1948), de Howard Hawks & Arthur Rosson, trabalha a relação de pai e filho de forma tão brilhante, que, nas próximas décadas, muitas produções do gênero tentaram emular a química entre John Wayne e Montgomery Clift.


O contraste entre os dois fica bem delineado desde o começo, quando o filho apresenta sua neurose sensível, enquanto o pai age como um brutamontes machão. Essas discussões masculinas entrariam em moda na época.

E como faroeste, pode ser considerado um clássico, marcando para sempre a carreira de John Wayne e Howard Hawks, que voltaram a trabalhar juntos em diversos outros filmes.






Por hoje é só! Conta para gente: quantos filmes citados você já assistiu? E qual é o seu favorito? Comenta aqui em baixo. E mande também a sua lista. Até a próxima. 😉


5 Comentários

  1. Essa Tag é demais! Não conhecia ainda.. Adorei!
    Adorei os filmes também! Beijos!

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    1. Obrigado. Deu um trabalhão pensar no filme ideal, kkkk

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  2. Você é muito antenado em cimema, só percebo que preciso melhorar!!!Demais!!!

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    1. Para você, Mari, recomendo começar com A Viagem de Chihiro. Pode até mostrar para as suas crianças.

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  3. Oi Matheus!
    Ótima TAG. Ainda anão tinha visto.
    Adorei a indicação de “Os Incompreendidos”. Só assisti um filme do Truffaut até hoje e li o livro de entrevistas dele com o Hitchcock (que eu adoro!), então conheço pouco da obra dele. Foi para a lista.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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